domingo, novembro 25, 2007

dois dias, onze bandas, cinco djs e um festival

Texto: Thiago Soares
Fotos: Jorge Mariano


[primeiro dia, sexta]



Primeiro dia do festival Sonic Flower Club, organizado em parceria com o Programa Credencial contou com a presença de cinco bandas. A atração principal da noite era o Ludov. O público compareceu, o som tava meia boca e a bebida como sempre na velvet, tava cara.


O festival começou com a banda Stoned Beavers, aqui da cidade mesmo. O Stoned Beavers entrou com tudo e surpreendeu muita gente. Apesar de alguns problemas com os microfones da bateria, o show seguiu numa boa e impressionou quase todo o público(“quase” porque sempre tem um cabaço que não sabe o que é bom). Influenciados por Stooges, MC5, HeartBreakers, e a galera dessa época, o Stonesd Beavers abriu em grande estilo a noite, um verdadeiro show de punk 77, com pitadinhas de rock cinquentista. Com certeza a revelação da cidade nesse ano.





Quem entrou depois foi o Havana 55, banda maringaense velha conhecida do público. O Havana como sempre fez um grande show, mandaram algumas músicas velhas, outras do mini-cd lançado esse ano e fizeram a galera cantar junto quase tudo. Um dos melhores shows do primeiro dia do festival.


Depois foi a vez do Slames, banda de Rolândia, que por onde passa sai criando fãs. O som dos caras impressiona muito, tudo muito bem tocado e com uma sincronia absurda, destaque pro baixista que tem uma puta presença de palco.






A penúltima apresentação da noite era o Clavadistas, banda que deixou todo mundo muito curioso por ser da Argentina. O show começou e simplesmente o lugar esvaziou. Foi bem fraco o show dos caras e desanimou muita gente com seu “rock tercermundista”, o baixista manda bem, mas, não da pra entender muito qualé que é a dos figura, um rock-pop-funk-reggae que vira uma confusão chata de se ouvir. E quem fechou noite foi o Ludov com um show um tanto quanto desanimador, bom, muita gente cantou, dançou, mas sei lá. Quem roubou mesmo a noite foi as bandas maringaenses Stoned Beavers e Havana 55, sem desmerecer o Slames, claro.



A discotecagem ficou por conta de duelos travados entre Tiago Alonso e Andye Iore, nem preciso dizer que foi indie a parada.






[segundo dia, sábado]



O segundo dia do festival prometia ser melhor em relação as atrações de fora da cidade, afinal a esperada da noite era o Vanguart, a banda independente mais aclamada do ano.



Quem abriu o segundo dia foi o Leminskes, banda nova de Maringá mas com experiência de anos, afinal com Rafa e Gótico na mesma banda não dava pra ser coisa de novato. Quem seguiu no palco depois do Leminskes foi o De.Lorean, aí sim, uma banda um pouco crua ainda. O show dos caras não é nada empolgante, parece um cover de moptop, e olha que moptop já parece banda cover, aí fica foda.




Brilhantines, banda de Cerquilho, São Paulo foi a terceira banda do segundo dia de festival. Contrariando a opinião de algumas pessoas, eu achei bem legal o show dos caras. Eles tocam o tipo de música pra se ouvir em uma tarde de domingo, calma e bonita. Tudo muito bem feito e tocado.




Quem subiu no palco depois do Brilhanines foi o Charme Chulo. Como disse um amigo, “qualquer comentário sobre o show do Charme Chulo seria cretinice”. Eram gritos, palmas, luzes, danças e muita música. Charme Chulo conquistou os maringaenses que ainda não haviam conquistado das vezes anteriores que veio a cidade, pela sua originalidade. Mas é bem mais do que isso.



Depois do Charme Chulo, ficou difícil pro Vanguart. Não dava simplesmente pra subir e fazer um show qualquer. O show do Vanguart foi carregado de emoção, uma parada tipo apelativa mesmo. O Vanguart começou mais ou menos, mas conforme o tempo passava e as pessoas iam embora, o show ia ficando cada vez melhor. O final foi algo surpreendete, depois de Semáforo, Hélio, ao se ver com poucas pessoas a sua frente, disse: “agora que sobrou só a nata...” ninguém ouviu mais nada, tocaram Beatles e eu me senti no vídeo de Hey Jude, todo mundo cantando em coro, pessoas subindo no palco, se espremendo nos microfones, batendo no teclado, abraçando o Hélio. Foi bonito de ver. Se o Stoned Beavers abriu o festival de uma forma brilhante, o Vanguart fechou de uma emocionante. Mas o Charme Chulo ainda é indescritível.

5 comentários:

Brilhantines disse...

Parabéns, Thiago e galera do Garagem!!!
O show da Vanguart foi, sem dúvida, o melhor de todo o festival!
Abraços.
Neto.

tomas disse...

nossa que vc nao gosto nao cave duvida ,
mas fala serio
que clavadistas faz regeee jajajajaja
tomas

césar |. miguel disse...

Pô, eu adoro rir jajaja.

Jajaja!

Cleriston Teixeira disse...

Vocês são terríveis, mas acertivos!!! Valeu a força piazada!!!

Romulo Cortez disse...

Boa thiago!
stoned beavers realmente foi..foii punk! hauhauhau