sexta-feira, junho 29, 2007

Agenda (29.06.07)

Dias 29 de junho a 1 de julho

MARINGÁ
Sexta (29.06.07)



GARAGE PROG FEST
Bandas: Drooogies (punk rock);
Dizzaster (garage rock); Revoult (prog metal)
Local: Tribo's Bar (av. Cerro Azul, 628)
Horário: 22h
Entrada: r$8 (mulheres free até meia noite)



PUB FICTION APRESENTA

Bandas: Serena (punk rock grrrl); The Cranberries Cover; Franz Ferdinand Cover
Local: Pub Fiction Bar (av. Rio Branco, 485)
Horário: 23h 30
Entrada: 7r$ Homem 5r$ Mulher




Sábado (30.06.07)



PUB FICTION APRESENTA
Bandas: Esquerda Volver (Curitiba); Elven (power pop, placas interativas e serpentinas); Sinclair (rock alternativo)
Local: Pub Fiction Bar (av. Rio Branco, 485)
Horário: 23h 30
Entrada: 8r$ Homem 7r$ Mulher



Domingo (01.07.07)


RED NOSE SHOES TOUR

Bandas: D - Sailors (Alemanha); All The Hats (Argentina); Nitrominds (São Paulo);
SO WHAT? (HC para leprechauns); Serena (punk rock grrrl)
Local: Tribo's Bar (av. Cerro Azul, 628)
Horário: 17h
Entrada: r$10 antecipado (r$15 no local)

quinta-feira, junho 21, 2007

Programa #50 (21.06.07) - Entrevista com Elven

Clique aqui para ouvir

Hey! Hey!

Trilha
Elven
1ª música tocada: "Todos Os Dias"

Bloco 1

- Bandas dos estados que mais acessam nosso blog
Superego Elvis (DF) - "Devo Lhe Falar"
The Bad Folks (PR) - "Big White Chase"
Réu e Condenado (GO) - "Funcionário do Mês"

- Músicas para musas inspiradoras
The Stews (PR) - "Dudinha"
Garotas Suecas (SP) - "Corina"
Beto Só (RS) - "Isadora"


Bloco 2

- Entrevista com Elven (PR)
Versões acústicas de "O Palhaço", "Quarto 101" e "Faça A Revolução"


Veja todos os vídeos do Elven no Garagem
Veja todos os vídeos do Garagem

terça-feira, junho 19, 2007

Os pneus são nota

Havana 55 | “Gramofone” (independente/virtual)
EP | 2007 | Maringá-PR

Na boa, Josué, arruma uma jaqueta de couro, vai

Thiago Soares
Foto: divulgação

Com certeza absoluta o melhor trabalho do Havana 55 já feito. O EP “Gramofone” foi lançado recentemente e apresenta mudanças fantásticas e pouco drásticas na sua musicalidade. Um tapa na cara de pessoas, que assim como eu, achavam que a banda já estava nas últimas.

O EP foi lançado de forma virtual, mas mesmo assim a banda fez questão de apresentá-lo como se fosse um disco de vinil. “Um nostálgico passeio em homenagem aos vinis compactos de 7 polegadas e 45 rotações”, como a própria banda afirma.

O “disco” possui oito faixas, claro, divididas em lados A e B. Começa com “Seresteiro”, uma música muito bem feita, com metais bem no estilo Bill Halley e Chuck Berry (assim como todo o disco) e um bom trabalho vocal. Por falar em vocais trabalhados, a vinheta que leva o nome do EP e que fecha o lado A é uma demonstração perfeita disso, algo bem Beach Boys. A segunda música “Senhorita” é a mais anos 50 do EP e a terceira, “O Último Boêmio”, é a balada (e a melhor) do disco. É como se fosse tocada ao vivo em um daqueles bares anos 50, ou em um cabaré, com artistas fracassados de filmes norte-americanos.

Mesmo com tais mudanças, o Havana não perdeu as raízes. No lado B a banda colocou quatro músicas velhas e já conhecidas da galera, deixando evidentes as mudanças sonoras da banda. As canções “lado b” lembram algo como Ramones e Beach Boys, sem perder claro, as influências cinqüentistas da banda. São quatro músicas de rock rápido e bem feito, como por exemplo, “Surfmania”, que até faz referência aos Beach Boys, e “Filmes B”, a favorita da galera. São quase 18 minutos que parecem durar cinco.

Se você quiser ouvir as músicas do “Gramofone” é só acessar o site da banda e baixar o EP.

segunda-feira, junho 18, 2007

Cometa Buarque

Último show da turnê “Carioca” de Chico Buarque
(Teatro Vermelho | 19.06.07 | Goiânia-GO)

Sua mãe daria pra ele, sua namorada daria pra ele, você
daria pra ele, eu daria pra ele, quem não daria pra ele?


Sete anos depois, ele voltou. O malandro esteve na praça outra vez. Sem “Construção”, “Cotidiano”, “Cálice”, “Geni e o zepelin”, “Olhos nos olhos”, “A banda”, “O meu guri”, “A Rita”, “Meu caro amigo”, “Apesar de você”, mas voltou.

Sucessos? Claro, teve “João e Maria”, “Quem te viu, quem te vê”, “Eu te amo”, e uma série de outros sucessos classificados erroneamente como lados B –- sucessos não tão clássicos.

A turnê “Carioca” foi assim. Filas de até 12 horas para comprar ingressos, muita gente aos prantos por não conseguir adquiri-los, tumultos, reclamações sobre a organização, shows sempre lotados, público satisfeito, diversas invasões de palco e, em Brasília, contou até com o presidente Lula confortavelmente sentado na terceira fileira do teatro.

O show em Goiânia no dia 18 de maio marcou o encerramento da turnê. Um momento histórico, já que Chico fez apenas 4 turnês nos últimos 30 anos.

Em Goiânia, Chico Buarque permaneceu em seu quarto de hotel durante todo o dia 17. Só saiu às 19 horas para ensaiar no Teatro Vermelho. Eu estava entre os seis fãs que passaram a tarde inteira para ter o encontro com o mestre. Quando ele apareceu no hall do hotel 5 estrelas, fui ao seu encontro. “Chico, viajei 16 horas só pra te ver.” Após um segundo em silêncio –- o mesmo “silêncio a que só um poeta se permite”, como ele mesmo escrevera em “Budapeste”-- respondeu timidamente, com um humor fino e inteligente enquanto assinava meus dois livros: “eu viajei só três”.

Após os autógrafos, foi cercado pelos outros fãs e não perdeu o bom humor. “Virei show da Xuxa”, respondeu ao jornal local.

Durante a derradeira apresentação, Chico estava completamente à vontade. Quem esperava um show frio, se surpreendeu com uma intervenção longa. Chico explicou que aquele era o último show do “Carioca”, que iria descansar um pouco, uma conversa que pegou todos nós desprevenidos. Lá estava o mito, a lenda, a figura mais importante da música popular brasileira anunciando suas merecidas férias. Sorrindo a todo momento, respondia aos gritos de “lindo” com acenos tímidos, ligeiros.

A timidez que lhe é famosa fica evidente a apresentação inteira. Chico permaneceu completamente paralisado enquanto esteve em pé, cantando com seu violão. O único movimento que fez no palco foi sentar em um banquinho. Só. Até quando tocou kalimba, um instrumento africano, em “Morena de Angola”, permaneceu imóvel. Quando não está tocando violão, parece não saber o que fazer com as mãos e fica com elas assim, abertas uma de frente para a outra.

Mãos, pra que tê-las?

As primeiras três músicas, um pout-pourri de “Voltei a cantar” (1939), de Lamartine Babo, seguida por “Mambembe” (1967), e “Dura na queda” (2006), marcam o início das metralhadoras de flashes disparadas pela platéia, e definem o show.

“Dura na queda” logo no início é a prova cabal de que as canções de “Carioca”, ao contrário do que dizem alguns críticos musicais e fãs, não perderam a qualidade, como é de se acontecer com alguns músicos sessentões e ainda mantêm a mesma poesia e musicalidade da conturbada década de 70.

Os problemas sociais e o romantismo não foram excluídos das temáticas, como é o caso de “Ode aos ratos” e “Bolero Blues”. Na primeira, Chico usa os roedores para metaforizar os garotos de rua: “Rato de rua, irrequieta criatura / Tribo em frenética proliferação (...) / Ó, meu semelhante, filho de Deus, meu irmão”. Ao vivo, a canção ganhou um peso incrível, com bateria, percussão e violões mais altos do que o restante da apresentação. Já a melancólica “Bolero Blues”, de melodia elaborada, música do baixista Jorge Helder e letra de Chico, surpreendeu por apresentar um resultado tão bom quanto ao da gravação. A letra romântica em clima saudosista foi difícil de ter sido composta. É visível o amadurecimento de Chico como compositor nessa canção, em que apresenta uma poesia mais literária.

O momento de maior interação com o público não foi do futebol invisível jogado por Chico e o baterista Wilson das Neves, mas sim, de um erro de Chico.

Durante a turnê inteira, confessou no meio dos shows não saber muito bem a letra de “As atrizes”. No último show de “Carioca”, ele se confundiu. Trocou uma estrofe pela última da canção. O que era para ser “represente, presentemente muito pra mim”, ficou “presentemente, represente muito pra mim”. O público, percebendo a confusão, aplaudiu incansavelmente. Ao término da canção, Chico fez uma longa intervenção e pediu desculpas por ter errado a letra. Alguém gritou “você pode errar, Chico!”. A resposta surgiu com mais sorrisos, aplausos e risadas: “posso, né? A música é minha”.

Gaioto em momento tieta [detalhe na canetinha multicolor.
O magrão da esquerda ninguém flagra]


Encantou com “Bye, Bye, Brasil”, música composta para trilha sonora e que nunca foi executada ao vivo. Emocionou com a clássica “Eu te amo”, responsável por arrancar lágrimas do teatro inteiro e de fazer uma senhora ao meu lado tremer como se estivesse sofrendo um ataque epilético. “Imagina”, composta em parceria com Tom Jobim, e gravada apenas em 2006, proporcionou um dueto delicioso entre Chico e a tecladista Bia Paes Leme. Para castigar todos os presentes, a canção ganhou compassos mais lentos, realçando a intensa melodia jobimniana.

E assim desfilaram entre aplausos “Mil perdões”, “Futuros Amantes”, “As vitrines”, “Ela é dançarina”, “Na carreira”, “A história de Lily Braun”, tudo simplesmente indescritível. Um show perfeito, uma banda perfeita. Após “Porque era ela, Porque era eu”, não resisti. Completamente emocionado, gritei “bravo!”. Só percebi que tinha gritado alguns minutos depois.

E teve samba também. “Cantando no toró”, “Deixa a menina sambar”, “Sem compromisso”. Essas duas últimas canções marcaram o primeiro bis, em que a platéia aproveitou para sambar e os mais próximos alcançaram a frente do palco. Fiquei encostado no palco. Foi assustador. Os seguranças, desconfortáveis temendo uma invasão da multidão em frenesi, não sabiam o que fazer.

“Quem te viu, quem te vê” e “João e Maria” fecharam o show. A multidão aplaudia compulsivamente. Garotas, senhoras, senhores, garotos, todos em coro, apaixonadamente cantando os versos dessas duas canções como se fosse alguma espécie de hino sagrado. Todos implorando para que o mito ficasse apenas mais um instante no palco. Afinal, ninguém sabe daqui a quanto tempo, o cometa Buarque passará novamente por nós. Vai passar?

Texto e fotos do show por Alexandre Gaioto
Foto no hotel: Wildes Barbosa

sábado, junho 16, 2007

Valentine's Urban Rock (Faichecleres + Kicking Bullets)

Valentines Urban Rock
Faichecleres lançando “A Calçada da Fama” | Kicking Bullets abrindo
(Velvet Bar | 09.06.07 | Maringá-PR)


Show dos Faichecleres no sábado. À tarde rolou uma sessão de autógrafos no Aspen e dali a gente ia entrevistá-los na Velvet, depois da passagem de som. Eu mesmo não fui em nenhuma das duas. Fui na casa do Paulo Garrido [guitarrista do Três Centavos. É, eu sou o baixista] gravar umas musiquinhas e brincar com umas outras e acabei esquecendo de ir. Como editor posso dar o privilégio de minha ausência quando bem entender e ninguém fala nada [oiéis!].

"Põe uma legendchénha, querido"

À noite combinei com Hassanz Palim [da família Palim] de irmos juntos pra Velvet. “Onze horas no terminal.” Onze e dez cheguei lá, prevendo a pontualidade turca. É óbvio que ele não tava. Liguei na casa dele:
- Renato?
- Ô, César!
Aí soltei uma das mais idiotas perguntas feitas nos últimos tempos:
- Tá onde?
Hassanz, sempre educado, preferiu fingir que não ouviu a débil indagação:
- Então, cara, deu umas tretas aqui. Tô saindo agora.
- Ah, então eu vou passando na casa da Ane [Pacola, do Musicomania da Rádio Cesumar]. Aí a gente te espera na casa dela.
- Ah, então vai indo com ela, a gente se encontra no show mesmo.
- OK.

Seguimos eu e Ane pra Velvet. Ela ia me guiando, sou bem perdido por essa Maringá e nunca tinha ido na boate [e agradecia muito por isso]. Chegando lá, puta fila. Reconheci uns conhecidos, soltei uns cumprimentos ao léu e a sobriedade me assombrava. Convidei alguns:
- Bora tomá uma antes de entrar?

Todo mundo sabe que uma na verdade são várias. E a intenção era essa. Mas não conhecia aqueles lugares e nem seus preços [é, eu sou meio verde, só vivo de boteco da UEM, Tribão e Pub]. As pretendidas várias foram poucas, mas o suficiente pra eu gastar uns 7 pilas [puta merda].

Entramos eu, Ane e mais uns amigos. Lá dentro o horror:
Skol lata – R$2,85
A dose mais barata [e atrativa]:
Ypióca – R$4,90
O horror! O horror!
Folheei melhor o menu:
Orloff Mix Lemon – R$4,90
Pensei comigo: “opa!, vamo dessa vodka, que a gente bebe mais docinho, né não, querido?”.

Tem uma mina no Kicking Bullets?

Dei umas voltas pela parte interna do bar e percebi o Kicking Bullets subindo ao palco. “Caceta, melhor sair daqui logo.” Não tava com saco pra ouvir banda côver. Saí e adorei o fato de o som da banda não sair junto comigo. Isso mesmo, lá fora a discotecagem continuava e dava pra ouvi-la tranqüilamente. Não que a discotecagem fosse boa, mas eu não tava mesmo com saco pra ouvir banda côver. Pra falar a verdade não tava nem com muito saco pra ver os Faichecleres.

Enquanto o Kicking Bullets tocava, muito papo bom e muita vodka on the rocks. Alguns papos muito importantes mesmo, como por exemplo, o nome do meu futuro filho [que eu espero que demore muito tempo pra vir]. Já montei a cena toda. Eu vô tá bem louco, o cartorário pergunta: “qual vai ser?”, e eu respondo “Miguel”. Ele retruca: “de quê?”. “Miguel, ué. Miguel Miguel.”

Bastante gente vinha pra parte de fora. Ouvi alguns comentários ruins a respeito do Kicking Bullets. “Eu vou pagar um Basic One pr’aquele vocalista, cara.” Também falaram que ele emulava, em certos momentos, figuras como Liam Gallagher, Julian Casablancas e Armandinho [os dois primeiros acho que eram intencionais; o segundo falaram que era por causa de uma dancinha esquisita que ele fazia].

Analogia boa: “Tropa de Elite alternativo”. Segunda-feira na faculdade falaram: “Mas os músicos da Tropa de Elite são profissa, os caras são bons”. Juntando as partes soltei a pérola:
- Tropa de Elite toca bem música ruim. Kicking Bullets toca mal música boa [mas não tão boa assim].

Tuba Caruso, o hálito mais quente do oeste

De volta pra festa, o Tuba [Caruso, baterista dos Faichecleres] apareceu ali no bar. Uma guria do lado. Ele terminando de escrever o set list à mão numa folha de caderno [profissionalismo prima, hã?]. Única coisa que ouvi falando foi “aí ó, coube!” [sobre o cabimento ou não do set list todo em um único lado da folha]. Falando não, gritando. Aí tirou a língua da boca e deu um berro que deve ter doído no nariz da coitada.

Saí dali. Fui pra dentro. Encontrei parte da família Palim. Parei conversar.
Os Faichecleres iam começar. Não só iam, como começaram.

Showzinho sussa. Bem igual um outro que tinha visto em Londrina, antes da saída do Giovanni [Caruso, ex-baixista]. Com a diferença que o Marcos [Gonzatto, guitarrista e vocalista] fazia a primeira voz em várias músicas. Agora eu sei por que ele era o backing vocal. Eu e mais uns não gostamos do resultado das duas vozes juntas. “Tá parecendo sertanejo, não tá?”, ouvi ao mesmo tempo em que pensava.

Tuba tomou conta do show, como de costume. Com a saída do Giovanni, as atenções caíram todas sobre ele. Não tinha nenhum microfone, mas dava pra ouvir bem seus berros.

No Beatles 4ever ele é canhoto

O Ricardo [Júnior, novo baixista e vocalista. Aquele moleque que toca violão no acústico do Ultraje, saca?] entrou legal na banda. Pareceu bem feliz de estar nela. Meio deslumbrado. Quando ele cantava sozinho ficava legal até. Ou talvez fosse a vodka me fazendo efeito. Não sei se tocaram alguma música das já compostas com o Ricardo, não assimilei “A Calçada da Fama” ainda. Mas acho que não tocaram, não.

O show acabou e eu não percebi direito. Olhei em volta e não vi muita gente. Gaioto [Alexandre Gaioto, colega de trabalho no Garagem] disse que elogiei o show. Não me lembro disso.

Acordei na sala de casa às duas da tarde sem saber quanto tinha gasto ou como tinha ido embora. Aposto que me deram easy date e abusaram de mim a noite toda. Só torço pra que tenham sido mulheres.

César L. Miguel
Fotos por Jorge Mariano

P.S.: Tchela, adorei a festa, só não entendi o porquê de uma banda côver, e não uma das muitas de música própria que Maringá tem.

sexta-feira, junho 15, 2007

Agenda (16.06.07)

Dia 16 de junho

MARINGÁ
16.06.07

SONIC FLOWER CLUB EDIÇÃO HARDCORE
Bandas: Garage Fuzz (SP) | Decisões (PR) | Fanzine Rock (PR)
Local: Tribo's Bar
Ingressos: R$10 na Jay Pee (Av. Tiradentes, 87 | 3026-3485)

Horário: 23h




MR. LÚDICO & OS MORFÉTICOS e THE TICKETS
Bandas: The Tickets (SP) | Mr. Lúdico e os Morféticos (SP)
Local: Pub Fiction Bar (av. Rio Branco, 485)
Open bar até 1h: Mais de opções de bebidas (vodka, cuba, batida de morango, côco, abacaxi, amendoim e maracujá, licor de menta, conhaque comum, de mel e de canela e mais)
Preço: Homens R$7 | Mulheres R$5

quinta-feira, junho 14, 2007

Programa #49 (14.06.07)

O disco "Seres Verdes Ao Redor", dos Supercordas, faz a trilha sonora de hoje


Trilha
Supercordas
1ª música tocada:

Bloco 1

- Sobre a falta de cultura do Garagem (Gaioto recita: "Os Lusíadas")
Pública (RS) - "Precipício
Walverdes (RS) - "Anticontrole
Identidade - "Você Me Faz Perder A Cabeça"

- Bandas boas com nomes ruins
Stratopumas (RS) - "Adeus Ao Mundo Virtual"
X-Galinha (RS) - "Ninguém Dá Um Ovo"
Gianoukas Papulas (SP) - "Panorâmica

Bloco 2

- Bandas latino-americanas
El Mató A Un Policía Motorizado (Arg.) - "Viejo Ebrio Y Perdido"
Astroboy (Uru.) - "In The City"
Vudú (Arg.) - "Kiosco Y Porrón"

- Bandas que homenageam bandas
Revolver (RN) - "Um Simples Gesto"
Blackbirds (RS) - "Por Um Triz"
The Wheels (SP) - "Lonely As You"

Tréplica

Por Thiago Soares

Nosso humilde blog nunca teve tanto movimento, tantos acessos. Tudo isso por causa da minha última resenha. O máximo de comentários por resenhas que tivemos em nosso blog, foram cinco ou seis. Nela conseguimos a extraordinária marca de 46 (até o momento).

Depois do que eu escrevi, muita gente se sentiu ofendida. Alguns até falaram sobre a minha morte, “jornalista bom é jornalista morto”, mas como só podia ser, esse foi um comentário de algum anônimo engraçadinho. Outros me interpretaram errado e se sentiram mal. Para os que interpretaram de forma equivocada, eu explico:

Pub Fiction, não falei mal do festival de vocês, adorei a festa (é isso o que ela é). Paguei meu ingresso (é mentira, entrei de graça), curti o som e consumi minhas cervejas, não tenho do que reclamar pra vocês. Na resenha passada até elogiei o bar de vocês, falando que ficou muito bacana e que é bem legal a iniciativa de vocês (opa, isso foi nessa resenha mesmo). Mas quando eu falo bem, não tem importância, vocês só se importam quando eu falo mal, na próxima vez falo que a cerveja estava quente, quem sabe não consigo mais alguns comentários.

O legal é que até Flávio Silva se sentiu incomodado com minhas palavras. Relaxa, Flávião! Você, ao contrário de mim, só precisa ver o show que te agrade, é assim que funciona.

Quanto ao Stoned Sensation (os que parecem mais ofendidos) eu não tenho muito a dizer. Ou melhor, direi o que tenho pessoalmente, já que eles me intimaram para tal encontro. Procuraram-me no msn, orkut, blog e até arrumaram meu telefone com alguém. Afinal, já sou um “amigão, um “camarada” deles.

Franciano com certeza foi o que pareceu mais incomodado com minhas palavras, ele até simulou um diálogo entre nós dois. Maravilha. “Sua inparcialiadade (sic) não estaria em check, assim como sua credibilidade de proficional (sic) da comunicação”. Franciano meu “amigão”, minha idéia em momento algum foi ser imparcial. Isso é uma resenha, portanto, opinativa (pelo jeito a falta de informação aqui não é minha).

Eu espero realmente que todas essas pessoas que se candidataram à baterista entrem na banda. Imagine com cinco ou seis bateristas o rodízio aumenta, eu falo ainda mais e quem sabe não consigo uns 100 comentários na próxima vez.

Mas pessoal do Stoned Sensation, fiquem tranqüilos, se querem conversar pessoalmente, eu converso com o maior prazer. Vamos a um rodízio que me agrade, um de pizza, por exemplo.

quarta-feira, junho 13, 2007

Love Hurts


Se você passou o “Dia dos Namorados” sozinho, assistindo a programação romântica dos canais de televisão ou ouvindo as músicas de corno das rádios comerciais, não se deprima. Nós, ou melhor, nós não, o Urbanaque tem a solução: Love Hurts. Uma coletânea romântica especial para esse dia, que conta com a participação de grandes nomes da música independente nacional.

(DES)UNIÃO

Pub Fiction Independent Festival
A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia | The Stoned Sensation | Foolish | TheJohnes Project

(02.06.07 | Pub Fiction Bar | Maringá-PR)

Texto e tentativas fotográficas por Thiago Soares


Ainda existem pessoas que reclamam da falta de shows na cidade. Só esse ano, grandes, médios e pequenos nomes da música nacional passaram por Maringá, bandas de todos os estilos e para todos os gostos. Aos que reclamam da falta de união das bandas e da falta de festivais, eu digo: PUB FICTION INDEPENDENT FESTIVAL.

Tudo bem que foi um festival pequenininho – que de festival mesmo, teve apenas o nome –, porém foi o suficiente para juntar quatro bandas maringaenses e mostrar o interesse de pessoas em divulgar o que está sendo produzido na cidade.

A primeira banda a se apresentar foi A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia. Os turcos tocaram, além das músicas do primeiro CD, mais algumas composições do próximo, que pelo jeito, vai ser bem parecido com o primeiro. Músicas irônicas inspiradas em personalidades. Como diria Hassen Palim ao definir o som da banda: “sabe aquela reunião de família em que todos sentam à mesa e relatam sobre a vida alheia?, é esse o som”.


A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia: trilha sonora para reuniões familiares


Quanto ao show dos Palins, foi algo surpreendente. Eles começaram mal, tropeçando na primeira música. Na segunda tudo voltou ao normal. Na terceira a empolgação da banda era algo sobrenatural. Os três vocais mais fortes do que nunca. Hastan descendo a mão na bateria e Hassen não tão animado (o que realmente é surpreendente).

Hashid em seus versos e gestos obscenos: "Eu acho que ela gostaria de foder comigo"

The Stoned Sensation, segunda banda a subir no palco, começou com uma formação que não me agrada muito. Eu não entendo o porquê do rodízio da banda no palco. Por que não assumir uma formação única? A falta do baixo eu entendo, mas o rodízio não. Por exemplo, por que em metade do show Franciano canta e toca guitarra enquanto André toca bateria e na outra metade isso inverte? Ou então, por que eles precisam trocar a formação de novo, para que Fábio Negão vá para a bateria para tocar apenas uma música? São coisas que eu não entendo e não me agradam.

Fábio Negão, o baterista mais rápido do oeste: uma música e nada mais

Apesar disso, gosto do som que a banda faz. A demo “Yellow Monkey”, lançada ano passado, me agrada muito e o show reproduz bem isso. As músicas novas também estão legais, algumas até em português se não me engano. O único problema é o maldito rodízio.

The Stoned Sensation: três formações em um único show

A terceira banda da noite foi o Foolish. Quanto ao Foolish eu preciso falar: puta baterista! Leva a banda inteira no braço. Fora ele, a banda não tem nenhum diferencial. Nada de novo, nada de empolgante. “Sem sal, nem açúcar.” O som não é ruim, não é mal tocado, não é perturbador e nem inovador. Talvez esse seja o problema.

Foolish: bateria e banda

Apesar disso, o Foolish foi quem levou mais gente à frente do palco. Pessoas como Flávio Silva (Sonic Flower Club) e Henrique (The Tamborines) só foram pra frente do palco enquanto o Foolish se apresentava. Indie.

Talvez a melhor foto da noite

A quarta e última banda a se apresentar no Festival foi TheJohnes Project. O show começou muito tarde e o Johnes (a banda inteira) não estava tão bêbado. Mesmo com esse agravante, o show foi bom. A banda agora conta com mais um integrante: Tchê, o homem da gaita. Algo que realmente faltava pro TheJohnes.


Tchê, o homem da gaita do Johnes Project

O Pub Fiction Independent Festival, claro, não foi um festival. Mas já mostrou iniciativa do bar, público e bandas. A cena, (des)unida, mostrou que está crescendo e se fortalecendo a cada fim de semana.

terça-feira, junho 12, 2007

Garage Fuzz em Maringá

O GARAGEM está, mais uma vez, apoiando Flávio Silva e sua Sonic Flower Club, que dessa vez traz para a cidade o Garage Fuzz, uma das maiores bandas de hardcore do país.
Para mais informações sobre o show, clique aqui!

quinta-feira, junho 07, 2007

Programa #48 (07.05.07) - Entrevista com Decisões

Clique para baixar

"Sempreeeeee príncipio, meio, fiiiiim, até não mais
teeeeeeeeee restarem forças, aventuraaaaass"

Trilha

Decisões
1ª música tocada: "Razão"

Bloco 1

- Bandas que curtem Ramones
Lizandra Gomes (PR) - "I Wanna Be Your Boyfriend"
Thunderbird & os Devotos D.N.S.A. (SP) - "Gibi, Ramones e Motorhead"
Intransigentes (PR) - "Baby Look Do Ramones"
Reatores (SP) - "Ramones No Bar Do Ico"

- Galerinha uniformizada
Telerama (CE) - "Para Recordar"
Os Guardapós (RS) - "Locomotiva"
Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria (SP) - "Canção Para Sua Mãe"

Bloco 2

- Entrevista com Decisões (PR)
Versões acústicas de "O Peso", "Suas Verdades" e "Diálogo"


Vídeos da entrevista
"O Peso"
"Suas Verdades"
"Diálogo"

Veja todos os vídeos do Garagem

quarta-feira, junho 06, 2007

Agenda (09.06.07)

Dia 09 de junho

MARINGÁ

VENDA DO CD "A CALÇADA DA FAMA", DOS FAICHECLERES, NA ASPEN MEGA STORE
Os Faichecleres estarão vendendo e autografando o disco recém-lançado
Horário: 17h 30
Local: Aspen Mega Store, 2º piso do Shopping Aspen Park
Mais info: 44.9963.3442


8º FESTIVAL FUDERÔNICO DE HARDCORE
Bandas: Sugar Kane (Ctba.-PR) | Ataque Periférico (RJ) | C.V.O.D (SP) | Draw The Line (Mgá.-PR) | Nosux (Cascavel-PR) | So What? (Mgá.-PR) | W.A.D.Y (Mgá.-PR) | Serena (Mgá.-PR)
Local: Pub Fiction Bar (av. Rio Branco, 485)
Horário: 21h
Entrada: r$8 (antecipado) | r$12 (portaria)




VALENTINES URBAN ROCK
Bandas: Faichecleres (PR) | Kicking Bullets (PR)
Local: Velvet Bar (av. Tiradentes, 149)
Entrada: r$10 na Seven/775
Mais info: Tchela: 44.9963.2442 | Velvet Bar: 44.3269.3030 | Seven/775: 44.3026.775

segunda-feira, junho 04, 2007

Bozohhh, desce do palco, porra!

Fanzine Rock | Cranberries e Pearl Jam cover
(26.05.07 | Pub Fiction Bar | Maringá-PR)

Texto por Thiago Soares
Fotos pelo próprio Bozohhh


Sábado, 26 de maio de 2007. Fanzine Rock lança seu primeiro CD. Um disco que depois de muito esforço da banda, saiu. Mas comentários sobre o disco eu deixo para a resenha do CD que deve sair dentro de alguns dias. Vamos ao show que aconteceu no Pub Fiction, um lugar relativamente novo daqui da cidade. Lugar esse que por sinal está bem bacana.

Fanzine anima o público

Antes dos shows (além de Fanzine, rolou Cranberries e Pearl Jam cover), Glauber, um dos donos do local, fez uma discotecagem que agradou muita gente e fez muitas menininhas gritarem ao som de Strokes.

A primeira banda a subir no palco foi o próprio Fanzine. Há algum tempo longe dos palcos, Robson, o vocalista da banda, estava extremamente ansioso antes da parada começar. Quando começou, tudo parecia normal, o mesmo Robson de anos atrás que pulava e cantava com vontade, colocando uma galera pra cantar suas músicas, sempre bem sinceras e sentimentais.

Robson, o carismático

Talvez o único erro da banda foi dedicar uma música para o Bozohhh. Bozohhh é uma figura clássica que qualquer um pode encontrar na maioria dos shows de hardcore e emo aqui. Todos conhecem o Bozohhh, eu conheço o Bozohhh, o Fanzine conhece o Bozohhh. Mas dedicar uma música pra ele? Isso foi demais! Depois disso Bozohhh se achou membro da banda. Subiu no palco várias vezes, tirou foto com Robson enquanto o cara cantava, ficava em cima do palco músicas inteiras com o braço erguido e gritando versos inaudíveis.

Uma das fotos que Bozohhh tirou de cima do palco

Mas deixando o Bozohhh de lado e voltando a apresentação do Fanzine Rock, o show foi bom, a banda inteira animada. Robson como sempre carismático e agitado, a bateria rápida, ainda com as velhas e eternas influências do hardcore, o baixo alto e as guitarras um tanto quanto baixas. Fanzine mostrou no palco do Pub Fiction que veio mais uma vez pra marcar a cidade com seus shows, sempre bem comentados.

A batera ainda é hardcore

Quanto às outras duas bandas eu não vou comentar. Primeiro porque minha condição física não me permitiu ouvir as bandas, segundo porque banda cover é foda. Sempre tem alguém que já fez o som melhor.

sexta-feira, junho 01, 2007

Agenda (02.06.07)

Dias 1 a 3 de junho

MARINGÁ
02.06.07

24º WIND OF FATE METAL FEST
Bandas: Funeratus (Death Metal) (SP) | Feretro (Doom Metal) (PR) (Lançamento da demo “Death Inside”) | Satanic Lust (Sarcófago Cover) (PR)
Local: Tribo's Bar (av. Cerro Azul, 628)
Horário: 22h
Entrada: r$8




PUB FICTION INDEPENDENT FESTIVAL
Bandas: A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia | The Stoned Sensation | Foolish | The Johnes Project
Local: Pub Fiction Bar (av. Rio Branco, 485)
Horário: 23h
Entrada: r$5 (até a 00h 30)



LONDRINA
01.06.07

FLATTERMAUS & GRENADE
Local: Bar Valentino (Av. Farla Lima, 486)
Horário: 22h
Entrada: r$7


03.07.06

NOITES DEMO SUL
Bandas: Charme Chulo | The Wind

Local: Bar Valentino (Av. Farla Lima, 486)
Horário: 21h 30
Entrada: r$5