terça-feira, fevereiro 06, 2007

Filho de filho da puta, filho da puta é!

Por Thiago Soares

Londrina mais uma vez prova a sua força no cenário independente. Em pouco tempo, é o segundo festival de música independente que Londrina promove, isso tendo já um terceiro agendado. Isso tudo graças a algumas pessoas como Totti (baixista do Silêncio!), Felipe Teixeira (guitarrista dos Droogies) e Marcelo (baixista do TrilöBit). O festival da vez é o Londrirock Verão. Uma ótima organização e divulgação - antes do inicio do festival – já mostravam que seria um sucesso. E foi.

A festa começou por volta da meia noite, quando subiu ao palco a banda londrinense Useless. Com um impecável vestidinho preto, a guitarrista do Useless já chamava a atenção da galera que se reunia em frente ao palco à espera do inicio do show. Era um show de despedida, no começo do show, o baterista e vocalista – a guitarrista também canta – anunciou ao público – que mal prestou atenção: “nós somos o Useless e esse é nosso último show”. Uma pena. O Useless abriu o festival de forma impressionante, com ótimas músicas próprias e alguns côveres que fizeram o público cantar e dançar.

Useless: despedida na abertura do festival

Quem subiu ao palco – meia hora depois – foi o pessoal do Flattermaus. Flattermaus aparentemente é uma banda curiosa. Na bateria se destaca um rapaz visualmente incompatível ao restante da banda, isso porque ele mais parece um integrante dos Forgotten Boys do que do Flattermaus e na guitarra Petrônio exibe suas habilidades com um jeito ímpar de tocar. Mas visual e estilo não dizem nada. O Flattermaus mostrou muito entrosamento no seu som. "Um som “alternativão”, como bem definiu Hassanz Palim.

Flattermaus e seu som "alternativão"

Depois do Flattermaus veio o Junkie Bozo, a terceira e última banda londrinense do primeiro dia de festival. O Junkie Bozo fez moças dançarem e cantarem ao som de suas músicas com fortes influências de Los Hermanos. A baixista da banda, Taís Ponti – que trajava um exótico vestido de oncinha – interagia, conversava e ria com o público – ou pelo menos com seus amigos. O vocalista e o baterista – Cleber e Luciano, respectivamente – eram mais sérios, profissionais e concentrados, enquanto o guitarrista Rodrigo Martins, se divertia ao tocar. Martins dançava e pulava, além claro de vestir seu nariz de palhaço em certo momento do show.

Taís Ponti, seu exótico vestido e os caras do Junkie Bozo

A primeira banda maringaense a subir no palco foi The Stoned Sensation. Os caras tocaram muito alto. As primeiras três músicas levaram a galera ao delírio com os gritos de Franciano e as fortes palhetadas de Fábio. Depois, quando André assumiu a guitarra e Franciano foi para a bateria a coisa mudou um pouco. Não para o público, que continuava a delirar no show dos caras – destaque para uma loira que se posicionava ao lado direito do palco, que enquanto fazia movimentos repetitivos com a cabeça, simulava tocar insanamente uma air guitar. Com André nos vocais os gritos sumiram, porém não as guitarradas da banda. Franciano com seu jeito particular de tocar bateria não deixou a desejar e com o fim do show agradeceu ao “mais um” que o público gritava e a contra-gosto do técnico de som, pulou de volta para bateria e puxou a música “See That Girl”. Foi o melhor show do Stoned Sensation que vi até hoje e com certeza vai ficar marcado para o público londrinense que aplaudiu muito.

The Stoned Sensation levando os londrinenses à loucura

Quem fechou a primeira noite do festival foram os maringaenses da VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia. Os caras já subiram no palco loucos. Afinal era uma noite de novidades. Hastan Palim pela primeira vez tocava em cima do palco, junto com os seus outros irmãos. Hastan Palim assumiu a bateria de Hakan Palim, afastado da banda para se purificar – ele fez sexo durante o Hamadan. Com a entrada espetacular de Hastan Palim, a banda tomou um novo gás e já tocou nesse primeiro show do ano, novas músicas. Músicas como “Filho De Filho Da Puta, Filho Da Puta É!”, e uma versão da música “Beat On The Brat”, dos Ramones. O show foi espetacular, o publico londrinense foi à loucura. O dono do bar foi à loucura. Os Palins foram à loucura. Poderia passar o resto dia contando com detalhes como foi o show histórico dos Palins, mas aí, no próximo deles, você não acharia tão selvagem.

Os Palins em show de estréia do irmão perdido Hastan

O primeiro dia do Festival Londrirock Verão foi foda. Muitos shows bons e ótimas oportunidades para bandas daqui da cidade.

3 comentários:

Alexandre Gaioto disse...

Porra, que merda.
Eu resolvi cobrir o show do Carlos Maltz. Maldito Maltz.

um cara barbudo disse...

"correções" de César Miguel.

Ben-Hur disse...

e ninguém sabe achar o dó na partitura... (como se isso importase)o que importa é cobrir um show da Zero Bhala produzido pela panelinha porra!