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segunda-feira, junho 15, 2009

Entrevista com o Vanguart



Como todo mundo sabe o Vanguart esteve aqui em Maringá no último dia 11 como atração principal do festival “Junho do Rock”.
O show no Calil Haddad durou mais de uma hora, e apesar do teatro não estar lotado, só ouvi elogios daquela noite.
Pois bem, no final do show eu (Lizandra Gomes), a jornalista Sarah Ribeiro, o fotografo Zuba Ortiz (programa Arquibancada) e a cinegrafista Mayara Gasparoto (companheira de Tocando o 7) fomos até o camarim dos caras bater um papo amigável.
Essa entrevista vai ser transmitida durante a programação da Rádio Universitária Cesumar (94.3FM) nessa semana. E as imagens feitas pela Mayara em breve estarão no You Tube. Vale a pena conferir.
Só lembrando que a entrevista aqui transcrita está sem censura e nem edição.


Gomes: Primeiramente, parabéns pelo show, foi muito legal...
Hélio: Ah, que bom. Você falando assim eu vou até acreditar.

Gomes: Vocês estão aqui pela segunda vez, como é voltar à Maringá?
Hélio: Pô, muito legal. A primeira vez a gente tocou era cinco da manhã, a gente nem lembra direito, porque ai você sabe, né?! Fica naquela espera ansiosa pelo show, quando você vê já ta bêbado.
E hoje não. Horário familiar e tudo. Olha a cara da rapaziada, que cara boa. Entendeu? Tomando água...
E.. Muito bacana, o público daqui é muito legal, o Paraná é fantástico. Como eu falei a gente é daqui, então a gente tem uma proximidade legal.
Reginaldo: A piadas foram terríveis. Não pediram bis, a gente que voltou.

Gomes: A primeira vez que vieram, eram uma banda independente, agora são assinados com a Universal, o que mudou com isso?
Hélio: Ah, eu acho que a gente foi crescendo aos pouquinhos assim, degrau por degrau, e a gravadora foi mais um degrau que a gente subiu.Hoje estar com uma gravadora já é diferente de antigamente, não quer dizer que você ganhou na loteria, nem ta feito na vida. É mais uma parceria que a gente tem com eles e ta sendo bacana, assim.
Hãã, no fundo mesmo, o que mudou não é nada, porque a gente continua com o mesmo sentimento na hora de subir no palco, de tocar, de fazer música, isso é o principal. As vezes quando as pessoas falam ‘Ah, vocês não são mais independentes’, a gente fala ‘Ih é memo, né?! Nem parece, a gente continua independente musicalmente.’

Sarah:Teve algum momento que vocês sentiram, “Ih, é agora, a gente vai estourar”?. Teve algum acontecimento? Ou não? Foi uma coisa natural?
Gomes: Semáforo talvez?
Hélio: Não, então, Semáforo...
Douglas: A gente não estourou.
Hélio: Éééé...Exatamente. Esse negócio de estourar é muito relativo. Acho que o mais bacana é que a gente não estourou, que a gente ta conquistando aos poucos essas coisas. Éééé, eu esqueci o começo da pergunta...
Sarah: Se teve algum ponto que vocês falaram que era agora..?
Hélio: Na verdade só tiveram pontos que a gente falou “E agora?! Fudeu!”
Reginaldo e Hélio (não dá pra identificar quem é quem): Na verdade era “E agora?!” não “É agora!”. “E agoraa?!!” (milhões de risos).
Hélio: A gente passou por vários momentos e acho que vamos passar por muitos ainda. E vamos nos questionar e falar, será que isso que a gente ta fazendo ta certo e tal?
E a gente sempre respondeu sem resposta. Tipo, vamos tocar e ver o que acontece e foi assim.
E sobre essa coisa do estourar foram passos devagarzinho que a gente vai dando.E a gente vir tocar num teatro como esse, sabe?! Ter pessoas ali... O teatro não tava lotado.. E... Estourou, estourou a banda. (Cai a carteira do David no chão, todos dão risada)
Hélio: E acho que pra gente é mais interessante tocar num teatro assim que nem tava tão lotado, mas que tinham os nossos fãs, pessoas cantando as nossas músicas e ouvindo, sabe?
Principalmente porque há três anos atrás, pra você ter uma banda pras pessoas ouvirem, era loucura, era suicídio. Tinha que ter uma banda pras pessoas dançarem, se mexerem e falar “Yeah, yeah, yeah”. E a gente conseguiu o mais difícil que é tocar e continuar tocando sem precisar falar alto e poder se dar o luxo de gritar só no bis.

Gomes: Em relação às composições, continuam as mesmas? Continua sendo Hélio Flanders no quartinho dele, escrevendo, compondo, gravando?
Hélio: Ééé, algumas, né?! Algumas eu componho com o Reginaldo, a gente tem feito muitas coisas juntos.
Gomes: Reginaldo que até cantou nesse show.
Hélio: É, a gente ta exigindo muito dele.
Reginaldo: A gente sempre fez coisas juntos. Mas em português... A gente sempre compôs em inglês juntos, e a gente ta começando a experimentar isso. Liberar isso na gente.
Hélio: Perdendo o medo. Mas assim, o sentimento é o mesmo. Se a gente tivesse em Cuiabá hoje... Pô, se passaram três anos, quatro anos, não estaria fazendo a mesma coisa. Então em São Paulo muito menos. A gente ta escrevendo pra ver o que acontece. O próximo disco vai ser uma surpresa até pra gente.
Isso que dá vontade na gente, “Pô, vamos ver o que vai acontecer” musicalmente falando aí.

Sarah: Vocês comentaram essa questão das músicas em inglês...Curiosidade particular minha, tem algum motivo para vocês comporem mais em inglês ou é gosto particular mesmo?
Gomes: Aliás, a banda de vocês é uma banda trilingue, né?! Compõem em inglês, espanhol e português...
Hélio: Na verdade somos uma banda poliglota, a gente também pratica o dialeto.
A gente também fala o dialeto cuiabano.
Hélio (em dialeto): Excrusives, eu vô responder essa no dialeto. É o seguinte, no começo a gente tocava em inglês porque era o som, intendi?! Fazia os sons que pedia, assim, entendi?! Grunhando, grunhando, quando via já tava pronto. Depois começamo a querê falá a língua da rapazeada, intendi? Né Davidi?! Davidi fala bem o dialeto.
David (em dialeto): Eu falo o dialéto, mas num, num me responsabilizo por ninguém nem nada, não.
Hélio (volta ao normal): Basicamente, no começo a gente tinha uma veia de folk americano, de Neil Young e Bob Dylan, que era muito grande. Então naturalmente, eu era moleque e estava escrevendo inglês. Isso é algo que mostra que o Vanguart nunca teve pretensões comerciais. A gente queria fazer música inglês, no quarto, ai “vamos fazer um showzinho”. Ai quando rolou “Semáforo”, a primeira música em português, ai eu falei “Ah, vamos embora, por que não?!” Será que a gente faz em português? Por que não?!... E aí rolou e continua assim.
Douglas ou Reginaldo(não consegui identificar a voz): E também tem esse detalhe, nenhuma música foi traduzida pro português ou para o inglês. Sempre compomos na língua que elas são.
Hélio: Por isso que elas são diferentes. Se você pegar o Vanguart inglês e português são duas bandas diferentes. A gente tem que aprender a compor mesmo, arranjar e tudo.

Gomes: E na revista Outra Coisa, Hélio, você comentou que o álbum The Noon Moon representava o que era o Vanguart.
Hélio: É dá pra entender aquele Vanguart. O que mudou vocês vão saber no próximo ano, com nosso próximo disco. (Muitos risos)
Não, o disco nem saiu, nem vai sair.
Mas é basicamente isso. A gente... Só isso.

Sarah: E teve uma viagem que você fez pra Bolívia, foi antes ou depois de formar o Vanguart como banda?
Alguém grita: Foi antes!
Sarah: E o que você trouxe de bagagem que ajudou a compor a banda?
Hélio: Licitas ou ilícitas?
Sarah: Fica a seu critério responder, eu não me responsabilizo.
Hélio: Eu me lembro que eu trouxe alguns alucinógenos, eu trouxe uma planta originária ali do altiplano, que eles chamam de “Chi cha chan”
Reginaldo grita: A mostarda!
Hélio: Além da mostarda, uma mostarda maravilhosa, da marca Kris, com K, que vende só em La Paz, e é maravilhosa, você pode comer ela pura, ou com arroz, fica uma delicia.
Eeee... Artisticamente falando, eu trouxe canções. Porque eu fiquei lá exilado 9 meses, não tinha nada pra fazer a não ser ficar louco e escrever músicas. Ai eu voltei com essas coisas e falei “Ah, vamos tocar”.
David: Ainda bem que é rádio universitária, se fosse rádio católica ia ser complicado.
Hélio: Mas é isso aí.

Gomes: Eu tava olhando no blog de vocês e eu vi a promoção da gaita. A gaita do Hélio Flanders. Pra quem fizesse um vídeo levava...
Hélio: A promoção está rolando... Is rolling.
Gomes: Ah, é até primeiro de juLHO?!!
Hélio: Os vídeos estão chegando. A gaita é essa, eu vou usar até o dia, porque é assim, se eu der uma gaita muito usada... É foda!
Reginaldo ou David (não lembro) grita: Nojeeeeeeeeeeeeento!
Hélio: É nojento e ela desafina. E essa é nova assim, eu usei ela poucas vezes e ainda ta afinada. Não vou dar uma gaita desafinada pro cara, né?!
A promoção está rolando, mandem os vídeos.
Gomes: E vem com um encarte, como tocar gaita como Hélio Flanders?
Hélio (meio tímido): Nãã, éééé. Pra tocar gaita como eu é só fazer pra frente e pra trás. “Fon fon”. Já era, só isso! É muito simples, gaita é só assoprar.
Um dia eu vou aprender a tocar também.

Gomes: Muito obrigada pela presença de vocês. Por disponibilizar esse tempo, aqui... Espero que vocês voltem pra Maringá.
Sarah: É isso mesmo gente, muito obrigada, foi um prazer ver vocês.

Gomes: Queria aproveitar e agradecer a presença da nossa cinegrafista Mayara Gasparoto, nosso fotografo Zuba Ortiz.

Hélio: Bom, eu queria agradecer vocês pela gentileza e simpatia. E eu queria que se possível essa entrevista fosse editada, porque você sabe, né?! É foda!
E dizer que é isso rapaziada, façam música, escrevam suas próprias músicas, fiquem doidos só no fim de semana e vamos lá!

Aproveitando os agradecimentos, gostaria de agradecer a Jany Lima do Programa Credencial, que foi super simpática com a gente. Também ao produtor da banda que liberou a entrevista, e claro, ao querido sr. Flávio Silva pela correria.
Ah, sem esquecer da presença da banda Charme Chulo que confirmou entrevista na rádio ao vivo dia 26.
Um beijo a todos!

sexta-feira, outubro 03, 2008

Primeiro Timbre Rock Festival




Nos dias 9, 10, 11 e 12 de outubro Maringá vai sediar o primeiro Timbre Rock Festival. Entre os quatro dias de festival, a cidade vai receber mais de 20 bandas de vários lugares do país.

Para escrever uma matéria sobre o festival, acabei entrevistando Fábio Pereira, um dos organizadores. Como a matéria acabou não rolando (por motivos especiais) resolvi publicar a entrevista com ele, afinal, já estava feita mesmo. Leia a entrevista, confira a programação do festival e vá!

De quem foi a idéia desse festival? e Qual o objetivo dele?

Timbre Noise: A idéia é da dupla Fábio Pereira e Franciano de Paula e vem antes mesmo de existirem a produtora e a gravadora,pois nas décadas de 80 e 90 presenciamos um "BOOM" na cena rock de Maringá e região! Isso nos motivou a montar banda e mergulhar de cabeça no mundo do Rock Independente. Shows com bandas de todo Brasil e até mesmo gringas eram frequentes em nossa região. Isso acontecia sem a forca da internet e tudo mais. Mas rolava, e rolava bonito de se ver. Bandas como Yo la tengo, Make up,Man or Astro man,e até o ilustríssimo Jon spencer and the blues explosion baixaram na cidade canção inacreditável aquilo tudo.

Hoje, estamos trabalhando para alcançar nosso objetivo de fortalecer a cena "Rock Independente" de Maringá e região. Enquanto todos se deslocam às grandes capitais, nós com a ajuda da internet, correios e de produtores de todo o Brasil estamos nadando contra a maré, trazendo todas essas bandas para um evento de qualidade aqui em nossa cidade. O que queremos realmente é engrenar nossa cidade novamente no cenário de shows, não só com bandas conhecidas, mas trazer bandas independentes de outros estados e de fora do pais como antigamente. Unir estilos diferentes de rock e arte independente. Queremos melhorar a cultura underground e assim formar um coletivo ainda maior pra que tudo não fique na mesmice.

Nunca se produziu tanto evento independente em nossa cidade como agora; TIMBRE ROCK FESTIVAL vem para fortalecer ainda mais a cena, com mais de 20 bandas de todo o Brasil tocando muito rock em 4 noites em nossa cidade.
Cara, esse seria o primeiro festival de rock de Maringá? O que difere ele de outras tentativas que já rolaram aqui na cidade, inclusive, tentativas de vocês?

Timbre Noise: O Timbre Rock Festival não é o primeiro festival de rock de Maringá, o Leprechaus reuniu muita banda boa da cidade em algumas edições. E com certeza não será o último a bater nessa tecla de movimentar e tentar expandir mais a nossa cena local, e creio que um "Festival" bem feito, bem organizado e com a visão como a que estamos produzindo, abre espaço pra muito mais gente mostrar seus trabalhos e também produzir seus próprios festivais.

Nossa proposta para este "Festival" difere de tudo o que já foi feito em Maringá, em numero, gênero e grau. Iniciamos a elaboração do projeto logo após o Grito Rock Maringá no final de fevereiro. A execução de nosso cronograma iniciou em maio para que pudéssemos trabalhar com tranqüilidade e fazer um Festival de qualidade.

Quanto às tentativas anteriores, realizamos nosso primeiro Festival em Dourados MS que foi o "Cena Noise" em Novembro de 2007 e contou com os shows de bandas locais e de bandas que nossa produtora estava trabalhando na época, MONOtune (SP) e Wolf Attack (PR).
Logo em seguida, trouxemos o Grito Rock para uma edição em Maringá, que contou com a presença de 20 bandas em duas noites de muito rock&roll. Agora entramos com a proposta do nosso próprio festival de forma totalmente independente e que vai muito além de nossa cidade.

Esse festival é ligado a Abrafin? Se for, qual a importância de um evento ligado a Abrafin por aqui?

Timbre Noise: Não, não temos nenhum vínculo com a Abrafin, estamos trabalhando com parcerias, contatos, com produtores que fazem parte do circuito Fora do eixo, Abrafin e Espaço cubo. Mas com certeza todos eventos relacionados a Abrafin são de ótima qualidade e de muita importância para qualquer cidade.

Entrar para a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FESTIVAIS INDEPENDENTES não depende só do querer, é preciso trabalhar bastante e cumprir uma série de etapas até conseguir efetivamente fazer parte, o que estamos caminhando para.

Um festival como esse coloca Maringá na rota das bandas independentes do País?

Timbre Noise: Com certeza um festival como este que abre espaço para as bandas independentes é muito procurado. E hoje com a internet, o "TIMBRE ROCK FESTIVAL" contou também com inscrições de algumas bandas de países como Portugal e Argentina. Isso com certeza ajuda a fazer brilhar ainda mais o nome Maringá, no mapa dos shows de bandas independentes.

Quem já fez rock aqui em Maringá, sempre quer voltar, isso é muito bacana! Podemos ver pelo line up que não tem muitas bandas da cidade tocando no festival, por quê? Timbre&Low: Simplesmente por falta de inscrições, a galera das bandas da cidade não deu muita bola pro festival.

Nosso festival trabalha como todos os outros, com inscrições e ninguém se deu o trabalho de entregar o material na data programada, não achamos justo, simplesmente colocar bandas da cidade porque teríamos um custo menor, ou apenas por serem bandas de amigos. Como em todo evento desse porte, montamos nosso regulamento e nossa inscrição, quem botou fé e participou enviando material que era necessário está dentro.

Maringá já tem um certo reconhecimento como local para shows de bandas de fora. Qual a diferença agora com um festival?

Timbre Noise:
Maringá era reconhecida há muito, mas muito tempo atrás antes de muita coisa vir acontecer, essa galera que hoje movimenta a nossa cena local, na época de Aeroanta, Alcatraz, Tribo´s, Caixa D'agua, Dalata e RastaRock eram apenas espectadores ou ainda não tinham idade pra estar perambulando na noite.

Estes bares pelo menos pra nós do coletivo Timbre&Low marcaram a cena rock de Maringá por tocarem rock e todos ao mesmo tempo trazendo muitas bandas boas pra muita gente que nem sabia o que era rock independente.

A diferença é a certeza de que ao menos uma vez ao ano teremos bandas de todo o país e até mesmo de outros países com sons e formatos diferentes fazendo muito rock em nossa cidade. Mas no momento o que realmente achamos importante é voltar a ter uma cena unida! E com isso, trazer essas bandas que vem para os festivais da Família Timre&Low para fazer shows durante o ano todo em Maringá.

O festival vai ser tornar fixo na cidade?

Timbre Noise: Sim, tanto GRITO ROCK edição Maringá, quanto TIMBRE ROCK FESTIVAL a partir de 2009 passam a fazer parte do calendário anual de festivais.

segunda-feira, abril 21, 2008

Pula Nevilton!

O Programa Garagem foi até Umuarama, no Paraná, nessa última segunda-feira, para, entre granizos, conhaques e gargalhadas, entrevistar por e-mail e msn, um dos músicos mais criativos do rock independente nacional. Nevilton!

Nevilton é - além da mente criativa por trás das letras, propagandas e vídeos - guitarrista e vocalista da banda Nevilton, de Umuarama. E claro integrante do movimento "Rock Presidencial".

Se você nunca ouviu Nevilton, clique aqui e ouça!

Por que você não aceitou a sugestão do nome da banda para "Nevilton & Os Alencares"?
Cara... só acabou não rolando... da primeira vez foi de sacanagem da Família Palim, né!? Achamos que não tinha sido uma "sugestão" de verdade! (ri enquanto procura dois copos pro conhaque.)

Como os dois outros integrantes da banda se sentem tocando em um grupo musical que tem apenas o seu nome? Já reclamaram?
Até hoje não reclamaram de nada, eu componho e faço a maior parte da correria, quando um não pode tocar a gente tenta substituir e faz barulho do mesmo jeito. Acho que é o mesmo caso de outros compositores/cantores, normal.

Você treina seus pulos em casa?
Em frente ao espelho, uma horinha por dia para não perder o porte físico voador! (manda um gole em seu conhaque!)

Transformação de Superlego em Nevilton, e essa história toda. Como você se sentiu com isso tudo?
Inicialmente foi um tanto complicado, a banda era bacana e o nome também. Quando vimos que não rolaria mais nada "superlegal" fiquei com um medo danado de que minhas músicas tivessem que voltar pra gaveta. Mas ainda bem que rolou de continuarmos assim em trio, e acho que no final das contas está tudo mais "livre" pra improvisos, mais divertido... bem melhor.

Mande uma mensagem ao Boçal (Programa Garagem bebe um pouco de conhaque)
Seja feliz, amiguinho Boçal! Pois eu vou em paz, com quem quer que seja, vivendo música e bebendo a tempestade... (outro golezito!)

Todo mundo que eu conheço tem um CD do Superlego. Hoje, quase todo mundo que eu conheço tem um CD do Nevilton. Quantos CD você prensa? Qual é suas estratégia de Marketing e qual o procedimento logístico para a distribuição desse material?
Foram prensados 1000 cds da Superlego e do Nevilton já foram alguns 600, estamos fazendo mais alguns pacotões para fechar mil também, e no segundo semestre, se tudo der certo, rola o segundo disquinho. A estratégia é de marketing de guerrilha, fazendo cds e carinhosamente vendendo/distribuindo em todos os lugares que vamos e achamos que isso é possível!

Você recuperou sua guitarra? Eu me lembro que havia sido roubada uma vez, não foi isso?
Sim, foi roubada! Foi muito triste, mas acho que ela sentiu saudades... ou os ladrões ficaram com dó de mim, sei lá... o que importa é que ela voltou para os braços do papai!!! (olhos brilhando, emocionado!)

O que exatamente você foi fazer nos EUA?
Turismo sexual e comprar equipamentos... (Programa Garagem e Nevilton dão gargalhadas). Bom... (olha para o teto alguns minutos)... fui num programa de intercambio para universitarios, para trabalhar por 4 meses lá e com essa vivência, melhorar o meu ingles... aproveitando que estavamos lá, eu e o Lobão fizemos algumas apresentações, contatos e compramos equipamentos que estão sendo muito úteis pra gente agora!!!!!!

Ir para o Estados Unidos rendeu o que pra você, além de músicas?
Equipamentos de gravação, instrumentos bizarros, experiências bem bacanas e nosso inglês está uma maravilha!!!
Quem não tem bunda, você, o Lobão, o Tio Sam ou as americanas?
(outro gole de conhaque) Acho que todas as alternativas...mas o Lobão tem uma tetinha que só vendo!!!


De onde sai as idéias de divulgações das músicas? Sempre são estratégias diferentes. Fotos, vídeos, orkut e mais um monte de coisa. Quem faz toda essa correria?

As idéias vêm da Neviltonlândia, uma terra maravilhosa onde as árvores são de doritos e alcatra, e a chuva é de cerveja, o Pequeno Principe tentou passar uns tempos lá e não aguentou o tranco.

O Nevilton é financeiramente viável?
Infelizmente ainda não, mas estamos trabalhando nisso. (mais um gole pra dar sorte!)

Onde você compra suas roupas?
Gosto da boa relação custo/benefício! (ri e aponta para o copo de conhaque!) as vezes compro coisas em brechós e algumas camisetas eu mesmo estampo, mas várias outras coisas eu compro na loja Efeito, daqui de Umuarama, um pessoal que inclusive está nos apoiando em muitos eventos e engrossando o caldo pro rock e pra arte em geral aqui na região. Inclusive, logo logo vai rolar algumas camisetas com minhas estampas por lá, bacana né!? :D

O show do Nevilton é sempre cheio de improvisos. São improvisos improvisados ou improvisos ensaiados? (gole no conhaque)
São improvisos mesmo, rapaz!!! O que parece soar ensaiado é a "química" da banda, já tocamos juntos a bastante tempo, sabemos como trabalhar até com o erro do outro!!! (acaba com o primeiro copo!)

"Não vá mais pra lá", é alguém daqui dizendo de lá ou alguém de lá dizendo de cá? O certo seria, "não vá mais pra L.A."?
Talvez, depende do alguém, depende de lá, de cá ou de L.A....

Tem uma música do tempo de "Superlego" que começava com "pã pã pã pã". Era pra um plágio da trilha do esporte espetacular?
Nem era pra ser plágio de nada, cara... era uma época de piras em Ray Conniff. (enche o copo novamente...)

Porque o Lobão às vezes no show põem aquele lenço? Eu nunca entendi isso. E Outra, ele ainda é o Rei do Swing?
Sim! Sim! Esse ano ele até ganhou, pelo terceiro ano consecutivo, o prêmio de "Rei do Swing" no "Samba Rock do Braddock", e como por lá comentam: "é um fanfarrão da ginga quente!!!" Já a história do lenço é uma fantasia que ele tem com filmes Western, mas as vezes serve de adereço para seus números de dança do ventre! Já viu!? (tira do bolso da camisa um pirulito-chiclete e me oferece) Aceita?

Esse lance de "Roque Presidencial" é real mesmo? Vocês se encharcam de conhaque?
Sim, quase sempre! Esse papo de "roque presidencial" começou com o Garanhani (Tereza Solidão), e depois a gente viu como a relação custo/beneficio disso era bacana! Hoje quase toda banda de Umuarama é do "roque presidencial" e levanta a bandeira, e copos! (e brinda com um golaço de conhaque!)

Qual a importância de Jorge Mariano para a banda? Ele pode, assim, ser considerado um quarto integrante?
Opa, é claro! Especialmente nos shows em Maringá... está ajudando mais do que ninguem na divulgação disso tudo! Nas fotos dele parece até que somos bonitinhos!!! (abre sorriso esperançoso sobre a chuva no sertão!)

Eu não sei mais o que perguntar. Tem alguma pergunta que você queria que eu tivesse feito? (Programa Garagem da um gole no conhaque)
Cara... sei lá... já passou por bastante assunto, né... dava para perguntar algo sobre o que anda ouvindo... ou não...

Para encerrar, manda uma mensagem para alguém que perdeu o tempo lendo tudo isso, e se quiser, pode falar o que você ta ouvindo ultimamente... (Programa Garagem vai ao banheiro)
Gostaria de agradecer do fundo do coração aos que perderam seu tempo lendo tudo isso!!! E já deixo aqui o convite para os que tiverem interesse em perder tempo também ouvindo nosso som, estão todos a disposição no tramavirtual, myspace e nosso site... espero que gostem!!! E muito obrigado a você também, Programa Garagem, que perdeu seu tempo com as perguntas e publicação no blog!!! Valeu!!!

Não quer comentar o que anda ouvindo?
Ultimamente eu ando ouvindo meu pai falando para eu arranjar um emprego logo!!!

Bônus:
Você já dançou com a Cláudia Raia?

(gesticula que sim com a cabeça) E ela pediu pra não contar!!!
(Programa Garagem e Nevilton dão gargalhadas e bebem seus copos de conhaques)

domingo, abril 13, 2008

Agora é a vez do Picelli

O Programa Garagem foi até Maringá, no Paraná, para entrevistar por e-mail em um tenebroso sábado chuvoso Renato Picelli.

Picelli é leitor de Douglas Adams e guitarrista (ou pelo menos era) da banda Elven, de Maringá, uma das bandas mais citadas em discussões polêmicas sobre a cena musical independente da cidade.


Se você nunca ouviu Elven, clique aqui e confira o acústico que eles fizeram no Programa Garagem no ano passado.

O Elven ainda existe?
A Elven está em estado de coma profundo. Talvez um dia retorne. Ou não.

O Elven tava gravando um CD, quando sai?
(um silêncio assustador invade o ambiente)

Fiquei sabendo que o Lucas saiu da banda, é verdade? Saiu ou saíram com ele?
Acho que um foi um mix de tudo isso. Não estava rolando mais com ele e ainda não está rolando sem ele. Ele saiu para seguir a carreira de 'músico da noite'.

Uma vez eu vi que ele havia lançado um disco solo. A razão pela saída dele é pra seguir carreira solo? Você já ouviu o disco solo dele? É bom?
(Picelli finge não ouvir as perguntas)

Vocês ainda são amigos ou rola um clima pesado?
(Uma gota de suor escorre pela testa de Picelli) O importante agora é ouvir o que o professor disse, pensar no fim de semana e buscar os três pontos fora de casa. Porque não existe mais time bobo no futebol.

Com a saída dele, qual você acha que vai ser a reação do público?
É possível que as pessoas parem para prestar mais atenção nas músicas. Ou não.

Ainda sobre a saída dele, a banda ficou melhor, pior ou continua igual? Quais são as próximas mudanças?
Isso é um mistério! Estou procurando as respostas ainda. E você?

As prostitutas vencerão?
Sim! Vencerão e implementaram a prostitutocracia!

É verdade que você pegou a Lovefoxxx, vocalista do Cansei de Ser Sexy?
Sim! Eu tive a tal glória quando elas vieram para Maringá.

Quem escreveu a letra de "O Palhaço"?
Eu mesmo, em um momento de paz no banheiro.

De quem era a idéia daquelas placas que vocês usavam durante o show? E os explosivos carnavalescos?
As idéias eram minhas. Eu fazia isso para deixar o show mais divertido, porque eu não gosto de ver uma banda só subir, ‘executar’ músicas e ir embora. O nosso melhor show em barzinho foi um que roubaram todas as minhas plaquetas, inclusive um cara que depois criticou a gente (Picelli sorri ligeiramente excitado).

Em vários tópicos ou discussões sobre a música independente local vocês são citados. Isso é bom ou ruim? Como você se sente?
Eu acho muito bom, porque me dá a sensação de fazer parte da música local. Espero que essa tenha sido a primeira de muitas participações minhas no rock maringaense.

Vocês já foram muito criticados pelo o público maringaense, pelos fakes espalhados pela internet e tudo mais. O que você tem a dizer a eles?
Eu também gosto de ver o circo pegar fogo! Tem que foder mesmo!

Uma vez eu estava falando com você pelo MSN e aí, repentinamente, você saiu, deixando a frase "preciso cagar”. É uma desculpa freqüente ou você realmente tem freqüentemente esse sintoma ao estar em frente a um computador?
(Picelli se acomoda na poltrona) As pessoas que me são mais próximas já sabem que tenho intestino superativo. Certa vez fiquei quase uma hora no banheiro da biblioteca da UEM depois de uma bela refeição no restaurante universitário.

O que você acha do quinto livro da série do “Guia do Mochileiro das Galáxias”? Na sua opinião, faz parte da série?
Gostei muito! Eu acho que não faz parte da série. É como se fosse a sobremesa ou como quando um casal de ex-namorados depois de muito tempo longe se encontra no banheiro vazio da universidade para relembrar a pegada!
Mas nenhum livro se compara ao primeiro, que me fez doer inúmeras vezes o intestino.

Bom, Picelli, manda uma mensagem aí pra alguém que esteja lendo isso.
O Popomundo é uma farsa!

sábado, abril 05, 2008

Mais uma entrevista da séria série "entrevistas com quem você ama"

O Programa Garagem foi até lençóis Paulista em uma tarde ensolarada e cheia de espirros para entrevistar por e-mail o novo fenômeno da música independente nacional. Rafael Castro!

Rafael Castro é de Lençóis Paulista. Músico, compositor e naturista, Rafael era integrante da extinta banda paulista SuperQuase. Hoje, ao lado de sua nova banda, “Rafael Castro e Os Monumentais”, lançou cinco discos em menos de três anos.


Se você nunca ouviu Rafael Castro e Os Monumentais, clique aqui e ouça!

Uma vez fui falar com você e você disse que eu era amigo do Cleyton. Eu não conheço nenhum Cleyton. Você sabe quem eu sou?
Você, não. O Cleiton que eu conheço é com I.

Por que o Superquase acabou? Você se sentiu abalado com o fim do SuperQuase?
O SuperQuase acabou porque o baterista, o Marcelo, saiu da banda porque tinha que trabalhar, fazer faculdade, etc. Daí eu fiquei um pouco desesperado porque em Lençóis Paulista não tem muitos bateristas e de desânimo pra procurar um novo baterista levei a banda ao fim.
(Rafael sorri e responde com uma voz branda e aveludada) Me senti muito mais livre pra compor as músicas mais estranhas, aquelas que dificilmente seriam tocadas pela banda um dia; então fiquei de boa.

Onde você arrumou os Monumentais? E de onde diabos você tirou esse nome?
Eu arrumei chamando caras que já tinha tocado comigo no SuperQuase. Depois do fim da banda eu continuei fazendo os acústicos que sempre fiz com o Cleiton pra levantar uma grana, daí as pessoas que assistiam esses acústicos me torravam pra eu tocar músicas minhas e não isso era a proposta do acústico e, muitas vezes, muito menos a proposta do bar. Os Monumentais são o Filipe, no baixo, e o Marcelo que saiu do SuperQuase, na bateria. O Filipe foi o primeiro guitarrista do SuperQuase, então pode-se dizer que é a mesma banda, reduzida, e com um nome muito mais egoísta e imponente.
O nome “Os Monumentais” eu achei bonito.

Esse lance de falar que você grava tudo em casa, é real mesmo ou é só uma estratégia de marketing?
É real. Gravo tudo em casa com aqueles microfonezinhos de PC, aqueles de plástico que vêm com o micro quando você compra em loja de eletrodomésticos. Isso também é uma estratégia de marketing, mas, convenhamos, uma péssima estratégia. E eu tenho medo disso; (Rafael olha para o próprio pé e espirra) as pessoas podem se encorajar a fazer gravações caseiras toscas e a gente pode acabar sendo bombardeado com mais um lote de música de péssima qualidade.

Recentemente comentamos sobre você no Programa Garagem. Falamos que você é um compositor insaciável. Você concorda?
Acho que concordo. Acabei de compor uma música chamada "Fazenda". Nela eu sou um monte de bicho junto, a voz da bicharia de corte prestes a ser abatida sendo judiada por uma senhorinha fazendeira que eu amo.

Eu sei que você regravou algumas músicas que eram do SuperQuase, mas mesmo assim, foram 5 CDs em três anos. Você pretende seguir esses números?
(Rafael fica embaraçado, pede gelo, vai no banheiro, volta, fuma um cigarro e espirra) Na verdade, foi o SuperQuase que regravou algumas músicas que eram minhas e já pertenciam a esses álbuns; umas três. A grande maioria das músicas que saíram como SuperQuase era o velho Rafael Castro de sempre que continua até hoje.

Podemos esperar no mínimo mais um CD ainda pra esse ano?

Sim, agora que estou voltando pra Lençóis depois de uma frustrada incursão pela capital do meu estado, São Paulo, poderei voltar pro meu quarto, onde gravo as coisas. É muito provável que saia mais um disco completo pra esse ano e um EP no estilo da "Serenata do Capeta", com regravações da fase super-tosca antes do "Fazendo Tricot" que não foram publicadas.

Você pretende lançar um "The Best of Rafael Castro e Os Monumentais"?
Acho que não tem porque. Qualquer pessoa com banda larga baixa tudo lá do Myspace e cria seu próprio "Best Of Rafael Castro e Os Monumentais" em alguns minutos.

De onde você tira tanta música? São fatos reais?
Eu sou vagabundo por natureza. Odeio trabalhar, mas também odeio que me chamem de vagabundo; daí eu fico fazendo uma música atrás da outra pra dizer pra mamãe que eu estou trabalhando – ela acredita, canta junto e até já participou de gravação, papai também. (Rafael não se agüenta quando começa a tocar "Beat It", vai dançar e volta) Em síntese eu tiro as músicas da pressão familiar.
Muitas músicas são frutos de experiências reais, sim. É melhor não dizer quais exatamente seguem essa premissa porque ninguém mais gosta de roqueiro sociopata transviado.

Você realmente sente saudade do seu cabelo?
Quando eu fiz a música eu realmente sentia falta dele, sem cabelo eu sou um boboca, o cabelo escondia isso por uns minutos. Hoje eu sou um boboca orgulhoso.

Tem fobia aguda de pessoas que batucam mal?
Acredito que todas as pessoas têm fobia aguda de pessoas que batucam mal, até mesmo as pessoas que batucam mal. É só uma questão de se atinar a isso. Da próxima vez que alguém batucar perto de você, certifique-se que há um amigo não-fóbico pra te impedir de arrebentar a cara do sujeito. Afinal, pra quê batucar? (Rafael derrama uma lágrima) PRA QUÊ?

Você votaria no Silvio Santos para presidente?
Sim. Ele faria aviõezinhos de dinheiro público ou daria a grana depois que um cidadão cumprisse alguma tarefa divertida; tudo isso seria filmado, televisionado e a popularidade dele só aumentaria, governando o país por uns 100 anos, formando a dinastia Abravanel. Gosto de círculos viciosos.

Na música "Sobre A Problemática Global" você diz que nunca esteve na Somália e nunca vai querer estar. Qual é o teu problema com a Somália? Um de nossos estagiários veio de lá e não gostou da piada.
Passa o endereço do estagiário e eu mando uma cesta-básica pra ele com um cartãozinho amistoso.

Você costuma embebedar as garotas para facilitar o flerte?
Descambando com a idéia de me dissociar da imagem de roqueiro sociopata transviado, sim. Mas isso porque a idéia da música gira em torno da sonofilia. Embebedar garotas pra elas ficarem fáceis é coisa de gente bonita, saudável.

Você fez isso com sua vizinha?
Minha vizinha é minha avó. E não.

Alexandre Gaioto, um de nossos apresentadores é leitor assíduo de Oscar Wilde, o que você tem a dizer pra ele?
(morrendo de vergonha, rindo com o maior dos desdéns, virando e pedindo um drinque ao João) Alexandre! Me acompanha num assobio?

Você tem vários fãs. Não apenas em Lençóis Paulista, como por exemplo a Pámela, de São Paulo.
Pois é, os fãs vão se espalhando por aí, isso é bonitinho!

Você tem fãs em Maringá?

Não sei dos fãs de Maringá. Se tiver algum, mando um salve, salve, simpatia!

Existe algum fã fanático extremista? Já atiraram objetos no palco?
Não. Fanático extremista, não. Geralmente eu convido os meus fãs pra almoçarem em casa e quebro totalmente qualquer estereótipo de deus servido com oferendas. Em contrapartida eu já atirei objetos do palco e deu merda.

Já vi uma comunidade no orkut de sua autoria, na qual você sugeria que as pessoas de Lençóis Paulista andassem peladas. Além disso, você tem algumas fotos espalhadas pela internet, nas quais você possivelmente está nu. Qual é o seu lance com a nudez?
(Rafael tem um ataque de espirros) Nudez, nesse caso, é muito mais um lance de alcoolismo do que de filosofia naturalista. Acho que todas as pessoas quando bebem querem fazer besteira e ficar nu em público é uma beleza de besteira. A comunidade é nada mais que um incentivo às pessoas, pra que entrem em enrascada e saiam um pouco de suas vidas felizes e tranqüilas que eu tanto invejo. Além disso é muito mais fácil flertar sua amiga se, além de bêbada, ela já estiver nua. Aliás, isso tudo é óbvio.

Qual a melhor atriz pornô?
A que a gente pode transar antes, durante ou depois de ver o filme.

Você ouve ou já ouviu o Garagem? Ou não tem nem idéia de porque eu estou te fazendo essas perguntas?
Ouvi alguns programas com o SuperQuase, depois de descobrir que tínhamos sido veiculados por aí. Eu toquei em algum programa? Tou por fora. (Rafael espirra)

quinta-feira, julho 26, 2007

"Cara, não sou eu o Moreira"

O Moreira não tá muito aí com toda essa coisa toda do orkut.
A não ser que existam crianças envolvidas. Aí a coisa muda.


Por Thiago Soares


O Programa Garagem agora tem novidade no blog: sempre que possível entrevistaremos alguém, e sempre que der na telha postaremos essas entrevistas (somos meio preguiçosos, saca?). Não estamos copiando o novo blog da galera “Rádio 1” (que inclusive, eu recomendo), mesmo porque nossas entrevistas são mais velhas e mais chatas. E o Thiago Alonso é um grande amigo que nos cede seu horário na rádio em situações de emergência.

Pois bem, a nossa primeira entrevista é com uma pessoa muito importante na cena musical maringaense. O Moreira. Não conhece? O Garagem ajuda: Moreira é o fake mais polêmico nas comunidades de bandas de Maringá do orkut.
Se ainda assim você não o conhece, aí o problema é teu.

GARAGEM Primeiramente, o que você acha dessa invasão de fakes nas comunidades relacionadas à música maringaense?
MOREIRA Cara, acho que os fakes são uma fuga, na verdade. Eu mesmo, quando nasci, vim com o intuito de falar o que penso. Todos os fakes, você pode perceber, só vieram pra criar polêmica justamente por isso, porque eles falam o que pensam e o que, na maioria das vezes, é o que todo mundo pensa, mas na verdade tem medo de falar. Aí que está: se você falar com o seu perfil, vai vir nego falando merda, querendo treta, xingando a mãe e tal. E o fake é legal por todo o charme (risos) que está por trás e tal, de todo mundo querendo saber quem é. Aí que está a graça do negócio (dá um gole em seu uísque).

"Eu vou bastante em shows, estou em quase todos.
Sempre vejo o pessoal que comenta e tal na internet."

GARAGEM O que você acha das brigas e discussões que rolam a respeito da música independente na região?
MOREIRA Eu acho legal, apesar de que nunca sai nada que preste. Sempre é engraçado, sempre alguém fica com raiva ou se sente ofendido. E querendo ou não, a "cena", se é que existe alguma, está bem forte, sempre está rolando as coisas (dá mais um gole em seu uísque). Às vezes dá um público legal, às vezes não, e isso é o que mais gera discussões ultimamente. E o mais divertido é que o povo anda levando o orkut muito a sério.

GARAGEM Porque a comunidade da Sonic Flower Club é sempre o palco das discussões?
MOREIRA Acho que lá é o ringue preferido do pessoal, porque a festa traz shows pra todos os públicos. Então todo mundo se aglomera lá, dá opinião em show que nem gosta, acho que é isso. E lá é a comunidade dos fakes também, né? Então é diversão garantida (Moreira dá um terceiro gole em seu uísque).

Sobre ser ou não inocente em relação às acusações de pedofilia:
"
Não (sou), meu forte é pegar crianças e crianços."

GARAGEM Você freqüenta os shows (Garagem dá um gole no uísque do Moreira)?
MOREIRA Eu vou bastante em shows, estou em quase todos, não só em shows de bandas de fora, como qualquer coisa que tiver na cidade. Geralmente estou presente e sempre vejo o pessoal que comenta e tal na internet.
Essa resposta está meio furada, então vou terminar por aqui.

GARAGEM Você possui mais de um fake?
MOREIRA Eu tenho mais dois fakes, um que criei agora, que vem com tudo... (Moreira toma o copo de volta e põe onde não conseguimos alcançar) o outro é bem morto, não é nenhum desses famosos, não.

GARAGEM Qual a pior banda maringaense na atualidade?
MOREIRA Cara, Elven é muito ruim. As letras, a música, o vocal, tudo. O vocalista tinha um apelido bem peculiar quando estudava. Eu não era da sala dele, mas mesmo assim o conhecia e o senhor também, Thiago Soares, o conhecia por esse mesmo apelido. Ele era do tipo que tocava na capelinha do colégio. Tudo que tinha pra aparecer, ele tava no meio. Pra quem não sabe - acho que ninguém sabe e ninguém vai entender o porquê do apelido também – mas o vocalista era apelidado de "Vô" pelo seu jeito de tiozão e tal. (Moreira dá um gole no seu uísque)
Outro lixo sonoro pra mim é o Fanzine (Rock). Bandinha de moleque, letras fracas, voz de pato rouco. Até legal os caras gravarem o CD deles e tal, ficou boa a gravação, mas é um saco. Não suporto, faço questão de nem ver quando eles tocam. Enfim tem mais umas duas aí que não gosto, mas nem vale a pena comentar.

"O Brasil foi uma escolha óbvia, ninguém vai me achar aqui, e se achar vou sair impune mesmo. E Maringá foi sem querer, tava passando por aqui de carro, vi uns quatro pedreiros em um posto escutando 'Thriller', gostei e e estou aqui até hoje."

GARAGEM Você é inocente em relação às acusações de pedofilia?
MOREIRA Não, meu forte é pegar crianças e crianços.

GARAGEM O que você faz no Brasil?, mais especificamente em Maringá?
MOREIRA O Brasil foi uma escolha óbvia, ninguém vai me achar aqui mesmo, e se achar vou sair impune mesmo. E Maringá foi sem querer, tava passando por aqui de carro, vi uns quatro pedreiros em um posto escutando “Thriller”, gostei e parei lá mesmo e estou aqui até hoje.

GARAGEM Manda uma mensagem para alguém em especial. (Garagem dá um gole no uísque do Moreira)
MOREIRA Queria mandar um recado pra Bitchney, falar que a noite de ontem foi maravilhosa, inesquecível.
E um outro recado, pra uma pessoa. Ela sabe muito bem quem é. Só queria dizer que você arruinou minha carreira, você me desfocava quando eu aparecia na TV, você soltava meu playback depois de começar a música. Você, seu sacripantas! Você sabe muito bem quem é você. Tua hora vai chegar, tu vais pagar em dobro, seu infeliz! Enfim boa noite a até a próxima, galera esperta. (Moreira dá um gole no seu uísque e manda um "tchau" para a câmera).